O SIGCAR Goiás (Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural) é a plataforma da SEMAD-GO que, desde a Instrução Normativa nº 22/2025, opera com exclusividade o Cadastro Ambiental Rural (CAR) no Estado de Goiás, substituindo o antigo trâmite pelo SICAR Nacional. Inscrições, retificações, análises e pedidos ligados à Reserva Legal passam a ser feitos no Portal Ambiental da SEMAD, em um fluxo único que integra dados georreferenciados, declarações ambientais e relatórios de processamento.
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Para proprietários rurais, produtores, consultores ambientais e topógrafos, a mudança exige mais técnica no preenchimento e atenção à legislação ambiental goiana, que o sistema aplica já na aba de cadastro. Durante o preenchimento é preciso informar processos de licenciamento ambiental em aberto, a situação fundiária do imóvel, Autorizações de Supressão de Vegetação Nativa (ASV) vigentes e Declarações Ambientais do Imóvel (DAI) em andamento.
Outra marca do novo sistema é a exigência de atributos específicos em cada polígono de uso do solo e a verificação topológica prévia em softwares de geoprocessamento como QGIS e ArcGIS. Sem isso, o SIGCAR não emite nem retifica o recibo do CAR, o que torna o domínio de Sistemas de Informações Geográficas (SIG) uma competência obrigatória, e não mais um diferencial, no cadastro ambiental rural em Goiás.
CAR Goiás 2026: o que mudou com o SIGCAR
O CAR foi criado pelo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) como um registro público, eletrônico e declaratório, que reúne as informações ambientais de propriedades e posses rurais para controle, monitoramento, planejamento e combate ao desmatamento. Em Goiás, a SEMAD optou por um sistema próprio porque o SICAR não contemplava regras estaduais específicas, como as APPs de murundus. A migração começou com a Instrução Normativa nº 12/2025 e a Portaria nº 398/2025, o SIGCAR foi lançado em 11 de setembro de 2025 e, a partir da segunda fase, iniciada em 12 de setembro, voltou a aceitar novas inscrições e retificações.
A fase de adaptação foi prorrogada pelas Portarias nº 652/2025 e nº 44/2026 até 31 de agosto de 2026, e a própria SEMAD esclareceu que essas datas marcam o fim da transição, e não um prazo para o proprietário se cadastrar. Ao longo dessa fase, funcionalidades como a “Solicitação de Prioridade de Análise” ficaram indisponíveis (verificação em 17/01/2026), e muitos profissionais enfrentam dificuldades, sobretudo pela pouca familiaridade com ferramentas de SIG como QGIS e ArcGIS e por falhas recorrentes no processamento dos dados geográficos dentro da plataforma.
Na prática, o fluxo no SIGCAR segue etapas bem definidas: mapear o uso do solo do imóvel, preencher o formulário do cadastro no Portal Ambiental e reunir todas as feições declaradas em shapefiles compactados em um único arquivo .zip, com a tabela de atributos de cada feição preenchida. No polígono da área do imóvel, por exemplo, informa-se se o imóvel é registrado em matrícula ou se trata de posse; nos polígonos de Reserva Legal, se a área é averbada ou proposta. A cada envio, o sistema faz o processamento geográfico e, ou valida o projeto, ou devolve um relatório de importação com avisos, restrições e erros a corrigir.
Como o manual da SEMAD já está parcialmente desatualizado em relação ao que o sistema cobra hoje, é comum precisar de mais de um ciclo de processamento até acertar terminologias e atributos. Filas de processamento longas e erros nos relatórios fazem parte da rotina e, na maioria dos casos, se resolvem com conhecimento técnico adequado. Se você estiver preso nesse ciclo, fale conosco: oferecemos condições especiais para consultores.
Em resumo, o SIGCAR exige: cadastro do imóvel rural no Portal Ambiental, vinculação da DAI quando houver, envio do projeto geográfico em .zip (shapefiles estruturados) e, quando houver responsável técnico, a indicação dele com ART (CREA) ou TRT (CRT). Os cadastros migrados do SICAR precisam ser complementados e reenviados no SIGCAR para gerar o recibo estadual. O portal permite acompanhar as pendências de análise da Reserva Legal e das demais geometrias declaradas. Vale lembrar que o SIGCAR não exige o CCIR para inscrever novos imóveis, especialmente posses rurais, mas o CCIR continua obrigatório para vender, transferir, desmembrar ou manter a regularidade documental do imóvel.
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SIGCAR GO: recibo do CAR, consulta pública e Portal Ambiental
O acesso ao SIGCAR é feito com login no Portal Ambiental da SEMAD, com perfis de proprietário, cadastrante e órgãos parceiros, e quem declara responde pelas informações prestadas. O recibo estadual emitido pelo SIGCAR é documento idôneo para comprovar a inscrição no CAR e se vincula automaticamente ao SICAR, por isso o recibo federal continua sendo emitido normalmente e segue aceito, inclusive em operações de crédito rural. Até a última atualização deste artigo, o SIGCAR ainda não oferecia uma consulta pública própria: a consulta de cadastros continua pela já conhecida Consulta Pública do SICAR, e as camadas ambientais do Estado podem ser visualizadas no SIGA, o Sistema de Informações Geográficas Ambientais da SEMAD.
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Manual do SIGCAR Goiás em PDF
O Tutorial Básico do SIGCAR, publicado pela SEMAD, explica o passo a passo para enviar o CAR no novo sistema: criar o cadastro do imóvel, padronizar o projeto geográfico, montar as feições obrigatórias (ATI, AGI, AVN, AC, ANC), preencher as tabelas de atributos, compactar tudo em .zip e protocolar no SIGCAR. É leitura obrigatória para quem presta serviço de regularização ambiental em Goiás, mas algumas orientações já não correspondem ao que o sistema valida hoje, por isso confira sempre o relatório de processamento de cada envio.
O SIGCAR (Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural) é a plataforma estadual da SEMAD para inscrição, retificação e análise do CAR dos imóveis rurais de Goiás. Ele substituiu o uso do SICAR federal no estado, foi criado para contemplar regras próprias da legislação goiana, como as APPs de murundus, e integra o CAR aos demais sistemas da SEMAD.
O SIGCAR substituiu o SICAR (car.gov.br) em Goiás?
Sim. Novas inscrições e retificações de imóveis rurais em Goiás só são feitas no SIGCAR, e não mais no car.gov.br. A transição foi regulamentada pela Instrução Normativa SEMAD nº 12/2025 e pela Portaria nº 398/2025, o sistema foi lançado em 11 de setembro de 2025 e a fase de adaptação foi até 31 de agosto de 2026. Pedidos de autorização, remanejamento e compensação de Reserva Legal também passaram a tramitar somente no SIGCAR.
Existe prazo para cadastrar o imóvel rural no SIGCAR?
Não há prazo de inscrição. As datas das Portarias nº 398/2025, nº 652/2025 e nº 44/2026 definiram apenas o período de transição do SICAR para o SIGCAR, e a SEMAD esclareceu que elas não são prazo para o proprietário se cadastrar. Ainda assim, quem precisa de crédito rural, licenciamento ou venda do imóvel depende de um CAR regular no novo sistema.
Como acessar o SIGCAR Goiás?
O acesso é feito pelo Portal Ambiental da SEMAD (portal.meioambiente.go.gov.br), com CPF e senha. O caminho é:
clicar em "Cadastrar" e preencher os dados pessoais;
confirmar o cadastro pelo link enviado ao e-mail;
enviar cópia do CPF, RG e comprovante de endereço;
entrar no Portal Ambiental e selecionar o SIGCAR na lista de sistemas.
Como fazer o CAR no SIGCAR Goiás?
O CAR no SIGCAR é feito em três etapas:
preencher o formulário do imóvel no Portal Ambiental, com situação fundiária, licenciamentos, ASV e DAI em andamento;
montar o projeto geográfico com as feições exigidas (ATI, AGI, AVN, AC, ANC, Reserva Legal e APPs), com a tabela de atributos de cada uma preenchida;
compactar os shapefiles em um único .zip, enviar e acompanhar o relatório de processamento até a validação.
Quando houver responsável técnico, ele deve ser indicado com ART (CREA) ou TRT (CRT).
Quais documentos são necessários para fazer o CAR em Goiás?
Em geral, são necessários:
documento pessoal do proprietário ou possuidor (CPF e RG) ou cartão CNPJ e contrato social;
matrícula atualizada do imóvel ou documento que comprove a posse;
certificação do georreferenciamento no SIGEF, quando houver;
números de processos de licenciamento, ASV e DAI vinculados ao imóvel, quando houver;
arquivos geográficos do perímetro e das áreas ambientais do imóvel.
O SIGCAR não exige o CCIR para a inscrição, o que facilita o cadastro de posses rurais, mas o CCIR continua obrigatório para vender, transferir ou desmembrar o imóvel.
Como emitir o recibo do SIGCAR?
O recibo de inscrição só é emitido depois que o SIGCAR processa e valida o projeto geográfico enviado. Se o relatório de processamento apontar erros ou restrições, o recibo não sai até que o .zip seja corrigido e reenviado. Com o projeto validado, basta acessar o SIGCAR com o CPF vinculado ao imóvel, abrir o cadastro e baixar o recibo. Se o imóvel não aparecer no seu login, o CPF provavelmente não está vinculado a ele.
O recibo do SIGCAR substitui o recibo do CAR federal?
Não. O recibo estadual do SIGCAR é documento idôneo para comprovar a inscrição no CAR e se integra automaticamente ao SICAR, que continua emitindo o recibo federal, aceito inclusive em operações de crédito rural. O que mudou é que inscrições e retificações de imóveis em Goiás passam obrigatoriamente pelo SIGCAR.
Como tirar a segunda via do recibo do CAR em Goiás?
A segunda via pode ser baixada no SIGCAR por quem tem acesso ao cadastro do imóvel. Quem não consegue acessar pode solicitar cópia do recibo de inscrição à Gerência de Cadastro Ambiental Rural (GECAR) da SEMAD pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo., informando os dados do imóvel e do proprietário.
Meu CAR antigo, feito no SICAR, continua valendo em Goiás?
O registro antigo foi migrado e o recibo federal continua existindo, mas o cadastro migrado precisa ser complementado e reenviado no SIGCAR para gerar o recibo estadual. Isso inclui preencher as informações que o sistema goiano passou a exigir e adequar o projeto geográfico aos atributos atuais. Enquanto isso não é feito, qualquer retificação ou pedido de Reserva Legal fica travado.
Por que o SIGCAR devolve o projeto geográfico com erros?
A cada envio, o SIGCAR processa os shapefiles e emite um relatório de importação com avisos, restrições e erros. As causas mais comuns são:
atributos preenchidos com terminologia diferente da exigida pelo sistema;
falhas topológicas, como sobreposições e lacunas entre feições;
informações do .zip incompatíveis com o formulário, como imóvel registrado ou posse e Reserva Legal averbada ou proposta;
orientações do manual que não correspondem mais ao que o sistema valida.
A verificação prévia em QGIS ou ArcGIS reduz bastante o número de reenvios.
Como retificar o CAR no SIGCAR Goiás?
A retificação é feita no próprio SIGCAR: acesse com o CPF vinculado ao imóvel, abra o cadastro, atualize o formulário se necessário, corrija as geometrias e os atributos no projeto geográfico e reenvie o .zip para novo processamento. Cadastros com notificação da SEMAD devem responder ponto a ponto ao que o órgão apontou.
Quando é preciso retificar o CAR em Goiás?
A retificação é necessária quando o cadastro não representa mais o imóvel. Os casos mais comuns são:
sobreposição com imóveis vizinhos ou com unidades de conservação;
perímetro diferente do georreferenciamento certificado no SIGEF;
desmembramento, remembramento ou venda de parte do imóvel;
Reserva Legal ou APP declarada de forma incorreta, inclusive APP de murundus;
notificação da SEMAD após a análise do CAR;
condicionante de licenciamento ambiental ou exigência em operação de crédito rural.
Como trocar o proprietário do CAR no SIGCAR após compra e venda?
A alteração de titularidade é feita por requerimento à SEMAD. O comprador primeiro se cadastra no Portal Ambiental e depois envia o Requerimento de Vinculação de Proprietário/Possuidor no SIGCAR, preenchido, assinado e com os documentos listados no próprio formulário, para o e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.. Sem o cadastro prévio no Portal Ambiental, a SEMAD não consegue fazer a vinculação.
Como vincular um CNPJ ou uma empresa ao CAR no SIGCAR?
Para vincular CNPJ ou sócio proprietário, a empresa deve estar cadastrada no Portal Ambiental como empreendimento. Depois disso, envia-se o Requerimento CNPJ SIGCAR, assinado e com os documentos exigidos, para o e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..
Como cancelar um CAR duplicado em Goiás?
O cancelamento de CAR em Goiás segue a Instrução Normativa SEMAD nº 9/2024. É o caminho para cadastros em duplicidade, feitos para o imóvel errado ou que precisam ser substituídos por um novo registro. O pedido deve ser instruído com a identificação dos recibos envolvidos e a justificativa técnica do cancelamento.
Quem pode fazer o CAR no SIGCAR? Preciso de um técnico?
O CAR pode ser feito pelo proprietário, pelo possuidor ou por um cadastrante com acesso ao Portal Ambiental, e quem declara responde pelas informações prestadas. Na prática, o projeto geográfico em shapefile, com atributos e topologia corretos, é a etapa que mais trava o cadastro. Por isso, imóveis com georreferenciamento, Reserva Legal compensada, passivo ambiental ou uso em licenciamento costumam exigir um profissional habilitado, indicado com ART ou TRT.
Quanto custa fazer ou retificar o CAR em Goiás?
O uso do SIGCAR é gratuito, e a SEMAD não cobra taxa para inscrever ou retificar o CAR. O custo existe quando se contrata o serviço técnico, que varia conforme o tamanho do imóvel, a necessidade de levantamento em campo, a existência de georreferenciamento e a quantidade de correções no cadastro.
O que são APPs de murundus no CAR de Goiás?
Murundus são áreas úmidas com pequenos montes de terra típicas do Cerrado, protegidas pela legislação goiana. O SICAR federal não permitia declará-las adequadamente, e essa foi uma das razões para a criação do SIGCAR. Imóveis com murundus devem conferir se essas áreas estão corretamente declaradas no novo sistema.
O CAR no SIGCAR é exigido no licenciamento ambiental em Goiás?
Sim. O CAR é base para o licenciamento ambiental, a Declaração Ambiental do Imóvel (DAI) e os pedidos de Reserva Legal na SEMAD. Correções no CAR podem ser exigidas como condicionante da licença, e a Instrução Normativa nº 19/2026 prevê prazo de até 1 ano após a emissão da licença para declarar no SIGCAR a compensação ou o remanejamento de Reserva Legal aprovados no licenciamento.
Quanto tempo demora a análise do CAR em Goiás?
Não há prazo fixo. A SEMAD segue critérios de prioridade definidos pela Instrução Normativa nº 18/2021, mas a “Solicitação de Prioridade de Análise” ficou indisponível no SIGCAR durante a fase de adaptação. É importante separar as duas etapas: o processamento geográfico, que libera o recibo, e a análise do cadastro pela SEMAD, que vem depois e pode levar muito mais tempo.
Onde tirar dúvidas sobre o SIGCAR na SEMAD?
A GECAR atende pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo., pelo telefone (62) 98320-0171 em dias úteis, presencialmente na SEMAD em Goiânia e por videoconferência agendada por e-mail. A SEMAD também mantém tutoriais em vídeo no canal @semadgoias no YouTube e um grupo de dúvidas do SIGCAR no Telegram.
A Terra Mapeada faz inscrição e retificação do CAR no SIGCAR?
Sim. A Terra Mapeada faz inscrição, retificação, complementação de cadastros migrados, correção de relatórios de processamento, troca de titularidade e cancelamento de CAR no SIGCAR para imóveis rurais em Goiás, com projeto geográfico elaborado por técnico habilitado. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp e envie a matrícula ou o recibo do CAR atual para uma avaliação.
ESTADO DE GOIÁS
SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Instrução Normativa nº 12/2025
Dispõe sobre as regras a serem aplicadas no período transitório para a implantação do Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural – SIGCAR e dá outras providências.
A SECRETÁRIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, no uso de suas atribuições, nos termos do art. 40, § 1º, da Constituição do Estado de Goiás, nos arts. 48 e 76 da Lei estadual nº 21.792, de 16 de fevereiro de 2023, no art. 68 do Decreto estadual nº 10.464, de 7 de maio de 2024, e do disposto no Processo SEI nº 202500017010703, resolve:
Art. 1º Estabelecer as regras a serem aplicadas no período transitório referente à migração dos registros do Cadastro Ambiental Rural – CAR do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SICAR para o Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural – SIGCAR.
Parágrafo único. Durante o período de transição mencionado no caput deste artigo, não será possível receber ou integrar informações referentes a novos registros de CAR, nem realizar retificações, análises, cancelamentos, ou qualquer outra ação relacionada à edição de dados no SICAR, ressalvado o acesso ao sistema apenas para ações de consulta.
Art. 2º Os processos já abertos no Sistema Eletrônico de Informações – SEI, referentes à autorização, remanejamento ou compensação de Reserva Legal, seguirão sua tramitação regular, ficando vedada a abertura de novos processos durante o período de transição mencionado no art. 1º desta Instrução Normativa.
Parágrafo único. Após a disponibilização do SIGCAR, os pedidos de autorização, remanejamento ou compensação de Reserva Legal serão feitos unicamente no novo sistema.
Art. 3º Durante o período de transição previsto nesta Instrução Normativa, a análise e aprovação da Declaração Ambiental do Imóvel – DAI deverá observar apenas as informações geoespaciais apresentadas pelo proprietário no formulário eletrônico da declaração.
Parágrafo único. Quando necessário, o Termo de Compromisso Ambiental – TCA poderá incluir, como obrigação, a realização de eventuais correções no CAR, a serem efetuadas no novo sistema após o período de transição.
Art. 4º No âmbito do licenciamento ambiental, medidas que envolvam a retificação, cancelamento, análise ou aprovação do CAR deverão constar como condicionantes, a serem cumpridas no SIGCAR após o período de transição, sem prejuízo do disposto na Instrução Normativa nº 3/2025, publicada no Diário Oficial do Estado em 7 de maio de 2025.
Parágrafo único. Quando necessário, poderão ser solicitadas, no âmbito do licenciamento ambiental, geometrias atualizadas da área do imóvel, da Reserva Legal, da Reserva Legal compensada, das Áreas de Preservação Permanente, das Áreas de Uso Restrito e de áreas correlatas, ficando condicionada a declaração futura dessas áreas no SIGCAR.
Art. 5º Para fins de formalização de processos nos sistemas da SEMAD, nos casos em que o imóvel não tenha inscrição no CAR e considerando a impossibilidade de fazê-la durante o período de transição, serão estabelecidos mecanismos alternativos de solução, quando couber.
Art. 6º A SEMAD divulgará e prestará esclarecimentos acerca do andamento da migração para o SIGCAR, bem como poderá emitir declarações, quando couber e forem necessárias, para subsidiar os proprietários ou possuidores de imóveis rurais que as necessitem.
Art. 7º O período de transição a que se refere o art. 1º desta Instrução Normativa será definido por portaria e oportunamente divulgado no sítio eletrônico da SEMAD e em suas redes sociais.
Art. 8º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Goiânia, 21 de julho de 2025.
ANDRÉA VULCANIS
Secretária de Estado
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Este texto não substitui o publicado no D.O de 22/07/2025.
Portaria SEMAD nº 398/2025 (texto compilado com a Portaria nº 44/2026)
ESTADO DE GOIÁS
SECRETARIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
PORTARIA Nº 398, DE 30 DE JULHO DE 2025
Define os prazos e as fases do período de transição de que trata a Instrução Normativa nº 12/2025, para a implantação do Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural – SIGCAR, e dá outras providências.
A SECRETÁRIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, no uso de suas atribuições, nos termos do art. 40, § 1º, da Constituição do Estado de Goiás, nos arts. 48 e 76 da Lei estadual nº 21.792, de 16 de fevereiro de 2023, e no art. 68 do Decreto estadual nº 10.464, de 7 de maio de 2024, e na Instrução Normativa nº 12/2025 desta Secretaria, e considerando o constante do Processo SEI nº 202500017010703, resolve:
Art. 1º O período de transição para a implantação do Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural – SIGCAR, previsto na Instrução Normativa nº 12/2025, se dará no intervalo entre 5 de agosto de 2025 a 31 de agosto de 2026, conforme as fases detalhadas a seguir: (Redação dada pela Portaria nº 44, de 13 de março de 2026)
I – primeira fase (suspensão total): de 5 de agosto a 11 de setembro de 2025; e
II – segunda fase (suspensão parcial): de 12 de setembro de 2025 a 31 de agosto de 2026. (Redação dada pela Portaria nº 44, de 13 de março de 2026)
§ 1º Durante a primeira fase, a operacionalização do Cadastro Ambiental Rural estará suspensa para a migração dos registros do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural – SICAR para o Sistema Goiano de Cadastro Ambiental Rural – SIGCAR, aplicando-se integralmente a Instrução Normativa nº 12/2025.
§ 2º Na segunda fase, a operacionalização do Cadastro Ambiental Rural será restabelecida por meio do SIGCAR, constituindo-se fase de adaptação em que já estarão disponíveis algumas funcionalidades, incluindo a possibilidade da realização de novas inscrições e retificações, não se aplicando integralmente as vedações de que trata o parágrafo único do art. 1º da Instrução Normativa nº 12/2025.
§ 3º Permanecem aplicáveis, durante a segunda fase, as disposições dos arts. 2º, 3º, 4º e 5º da Instrução Normativa nº 12/2025 para os demais fins de transição.
Art. 2º Diante de instabilidade técnica ou dificuldades operacionais que comprometam a plena utilização do SIGCAR, os prazos estabelecidos nesta Portaria poderão ser prorrogados.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua assinatura.
ANDRÉA VULCANIS
Secretária de Estado
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Nota: a redação original previa a transição até 30/11/2025. O prazo foi alterado pela Portaria nº 652/2025 (até 15/03/2026, revogada) e pela Portaria nº 44, de 13 de março de 2026 (até 31/08/2026).
Este texto não substitui o publicado no D.O de 31/07/2025.