O PSA Cerrado em Pé é o programa de Pagamento por Serviços Ambientais do Governo de Goiás, conduzido pela SEMAD, que paga a proprietários e posseiros rurais para manter em pé a vegetação nativa excedente do imóvel, isto é, a vegetação que poderia ser suprimida legalmente por não ser Reserva Legal, APP, área de uso restrito nem servidão ambiental. Cada imóvel pode inscrever de 2 a 100 hectares, e o pagamento é de R$ 498,18 por hectare ao ano ou de R$ 664,25 por hectare ao ano para quem tem nascente degradada e se compromete a restaurar ao menos uma por ano, o que pode passar de R$ 66 mil anuais em 100 hectares. Os recursos vêm do Fundo Estadual de Meio Ambiente, o pagamento é livre de impostos e o contrato dura 12 meses, renovável por até quatro ciclos. No ciclo de 2026, o programa atendeu 14 municípios do Nordeste Goiano e do Norte de Goiás, com inscrições online no Sistema de PSA da SEMAD até 30 de junho. As inscrições do próximo ciclo dependem de novo edital, e o imóvel precisa chegar a ele com documentação e mapeamento prontos.
O programa reconhece financeiramente quem decide conservar uma área que a lei permitiria desmatar. É uma política que alia renda, conservação e justiça territorial, com prioridade para pequenas propriedades, mulheres, pessoas em situação de vulnerabilidade social e áreas estratégicas para a conservação, como corredores ecológicos, campos úmidos e campos de murundus. No primeiro ciclo, de 2024 a 2025, foram 427 inscrições deferidas, 15,9 mil hectares conservados e mais de R$ 8,2 milhões pagos aos produtores.
Quais municípios estão participando?
No ciclo de 2026, o PSA Cerrado em Pé foi ampliado de 9 para 14 municípios, considerados prioritários para a conservação do Cerrado:
Niquelândia • Minaçu • São João d’Aliança • Cavalcante • Monte Alegre de Goiás • Alvorada do Norte • Damianópolis • Mambaí • São Domingos • Alto Paraíso de Goiás • Nova Roma • Teresina de Goiás • Colinas do Sul • Guarani de Goiás
Cronograma do ciclo de 2026:
5 de janeiro de 2026: abertura das inscrições do 2º ciclo anual;
30 de junho de 2026: encerramento das inscrições, prazo final depois da prorrogação anunciada pela SEMAD em abril;
Resultado e contratos: [SITUAÇÃO ATUAL DO 2º CICLO: RESULTADO / CONTRATAÇÃO / PAGAMENTO].
O programa vem crescendo a cada ciclo, e o edital do próximo pode incluir novos municípios. Quem tem imóvel com vegetação nativa excedente em outras regiões de Goiás deve acompanhar os anúncios da SEMAD.
Fonte: Terra Mapeada, 2026.
O que é o Cerrado em Pé (PSA)?
O PSA Cerrado em Pé é um incentivo econômico que remunera proprietários e posseiros rurais, pessoas físicas ou jurídicas, com propriedade ou posse regular, pela manutenção de áreas de vegetação nativa excedente. Não entram no cálculo a Reserva Legal, as Áreas de Preservação Permanente (APPs), as áreas de uso restrito e as servidões ambientais obrigatórias, porque essas já precisam ser conservadas por lei.
Cada imóvel pode inscrever entre 2 e 100 hectares de vegetação nativa excedente. O pagamento é anual, por hectare conservado:
R$ 664,25 por hectare/ano para imóveis com nascentes degradadas, mediante compromisso de restaurar ao menos uma nascente por ano de contrato;
R$ 498,18 por hectare/ano para imóveis sem nascentes degradadas ou sem compromisso de restauração.
Com 100 hectares inscritos, o pagamento anual chega a R$ 49.818 na primeira faixa e a R$ 66.425 na segunda. O pagamento é condicionado ao cumprimento das obrigações ambientais previstas em contrato durante os 12 meses de vigência, e o contrato pode ser renovado por até quatro ciclos adicionais. Quando as inscrições superam o recurso disponível, têm prioridade os imóveis em unidades de conservação de uso sustentável, a até 10 km de unidades de proteção integral, em áreas estratégicas para corredores ecológicos ou com campos de murundus e campos úmidos, além de pequenos agricultores, mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Há ainda edital específico para povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, publicado em novembro de 2025.
Como se preparar para o próximo ciclo
No primeiro ciclo, a maior parte das inscrições recebeu pedido de correção antes de ser aprovada. Chegar ao próximo edital com o imóvel pronto faz diferença:
CAR regular: Reserva Legal e APP corretamente declaradas, porque é a partir delas que se calcula a vegetação excedente;
Documentação do imóvel: matrícula ou documento de posse regular e, se possível, CCIR e ITR em dia;
Mapeamento da área: delimitação georreferenciada da vegetação nativa excedente, separada de RL, APP e áreas de uso;
Nascentes: identificação de nascentes degradadas, que elevam o valor por hectare quando há compromisso de restauração;
Acompanhamento do edital: inscrição online no Sistema de PSA, pelo Portal Ambiental da SEMAD, dentro do prazo do seu município.
Se o CAR estiver com pendência ou com Reserva Legal mal desenhada, a área elegível pode sair menor do que a real. Veja como resolver no nosso guia de como regularizar o CAR.
Entre em contato conosco!
A inscrição no PSA Cerrado em Pé exige análise técnica do imóvel, verificação das áreas elegíveis, conferência documental e delimitação espacial correta das áreas conservadas. A Terra Mapeada atua com geoprocessamento, regularização ambiental e fundiária e suporte completo para produtores que querem participar do programa, do ajuste do CAR à inscrição e ao acompanhamento do contrato.
R$ 498,18 por hectare ao ano ou R$ 664,25 por hectare ao ano para imóveis com nascentes degradadas cujo produtor se compromete a restaurar ao menos uma nascente por ano. Cada imóvel pode inscrever de 2 a 100 hectares.
Reserva Legal e APP podem ser inscritas no PSA?
Não. Só entra a vegetação nativa excedente, fora de Reserva Legal, APP, áreas de uso restrito e servidão ambiental obrigatória.
Posseiro pode participar?
Sim. Podem participar proprietários e posseiros rurais, pessoas físicas ou jurídicas, com propriedade legítima ou posse regular de imóvel nos municípios prioritários definidos no edital.
As inscrições estão abertas?
As inscrições do ciclo de 2026 encerraram em 30 de junho de 2026. As do próximo ciclo dependem de novo edital da SEMAD; no ciclo de 2026, a abertura ocorreu em janeiro.